sábado, 10 de março de 2012

Sarau O que dizem os umbigos?!!–Projeto Marginaliaria

projetomarginaliaria

LANÇAMENTO LIVRO/DVD - PROJETO MARGINALIARIA

O Livro “Baseado de Ponta – Antologia Marginal” é uma antologia escrita pelos membros do coletivo, que fala, sobretudo, de vida. Entre contos, crônicas e poesias, o livro busca representatividade no coração das massas, do povo brasileiro hora oprimido, hora exprimido, hora violado, e hora violentado, mas um povo lutador, vivo e vivido, um povo marginalizado.

O Dvd “Cenopoesiamusicada Marginal” é a junção da música, reggae, blues, samba, jazz, rap, rock e Drum n Bass, Literatura Periférica e Teatro. Em uma apresentação única e deveras dinâmica, o coletivo se expressa sobre vários temas, amor, ódio, sexo, trabalho, exploração de trabalho.
Para adquirir o livro/dvd basta levar 15 mangos e pegar no próprio sarau.
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ESTRÉIA - AS YABÁS
A banda formada por 3 mulheres no vocal trazem a mistura de ritmos e estilos musicais, transcendendo a essência feminina através da música ligando através do som a alma ao divino.
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RAP - com DI MANDÊ
Se hoje eu tô aqui, tô firmão, sem mancada! só devo a Zumbi, só devo a Dandara!
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SARAU ABERTO À TODOS OS UMBIGOS?!!

Além das apresentações especiais citadas, você pode fazer a sua apresentação especial também, basta colocar o nome na lista de apresentações e apresentar qualquer manifestação artística: poesia, teatro, música, dança, artes visuais...
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QUANDO: 17 DE MARÇO À PARTIR DAS 18:00
LOCAL: AV. BARÃO DE ALAGOAS, 340
informações: sasimara@hotmail.com ou danielmarquedm@yahoo.com.br


ENTRADA GRÁTIS

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sujeito Periférico - Tita Reis

Salve! Se liga no som do parceiro Tita Reis...





Em luta! Muita caminhada pra um sujeito periférico fazer seu próprio CD. 
Mas, atenção. Aqui não encontraremos somente o trabalho de um sujeito, mas a síntese poética de muitos e muitas periféricos. 
Tita Reis materializa nas faixas delicadas de Sujeito Periférico a beleza e radicalidade de sua trajetória singular e ao mesmo tempo universal (tantas e tantos trabalhadores das beiras das cidades).
E mais uma vez atenção, a densidade poética, estética, reflexiva e combativa deste trabalho é sinal de que a classe trabalhadora tem sede de poesia e pensamento e que está ativa neste propósito.
Não é a toa que as parcerias são a tônica da obra. Tita juntou um punhado de camaradas das quebradas e andanças e nos entrega a narrativa poetizada da periferia em movimento. Assim, tem treta, tem trampo, tem beleza e surpresa aos que enquadram a periferia de maneira óbvia e unilateral. Aqui o sujeito periférico traça planos e projetos entre folhas e canetas, vinhos e cigarros. Por aqui a vagabundagem é uma meta a ser alcançada longe do trabalho alienado. Aqui a luta começa pra se manter vivo, mas com olhos revolucionários onde a riqueza não tem vez tampouco a miséria. Cabe sim declaração de amor e sutilezas mesmo em meio a corpos fustigados por jornadas alucinadas a bordo de trens lotados aos berros dos comandantes dos homens sanduíche. É em
Guaianases que tem flor de mata atlântica e hibisco amarelo no trajeto destes pixains.
Esse trabalho condensa ao menos 10 anos de um circuito zona leste de criação e troca e luta. Seguem canções que embalaram festas do
coletivo Dolores, da Nhocuné Soul, das malocas de Guaianases, MST, outros compas da leste, oeste, norte, sul e centro. 
Sujeito Periférico promove encontros e emociona já de saída, pela dificuldade de criar, arranjar, produzir, gravar, pagar um CD. Emociona na chegada, por ser belo e denso, e garantir a síntese que merecemos. Um salve pro Renato que produziu o trampo em debate constante com Tita, Ronaldo e outros guerreiros e guerreiras que colaram na camaradagem. Por aqui se sabe quando o trabalho é alienado ou criativo, quando rola exploração ou construção conjunta. E este, mais um mutirão de periferia. Em luta!

credits

released 23 November 2011
Concepção musical - Tita Reis
Produção e arranjos - Renato Gama e Ronaldo Gama
Tecnica de estudio, Mixagem e master - Allyne Cassine
Projeto gráfico - Eugenio Vojkovic e Julia Saragoça
Fotos - Xandi Gonça e Quinho Gonça
Office Boy - Fernando Couto
Gravado no "House Mix Estudio" São Paulo
entre as Primaveras de 2010 e de 2011.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Grupo de mulheres As Yabás! estréia

Realease das Yabás

QUANDO?
17 de março de 2012
à partir das 18:00 horas
ONDE?
sarau O QUE DIZEM OS UMBIGOS?!!
Casa de Cultura Itaim Paulista
av. Barão de Alagoas, 340
Entrada Grátis
Informações:
sasimara@hotmail.com oudanielmarquesdm@yahoo.com.br

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Revirando emails antigos, (re)encontrei esse texto escrito no começo de 2009.

A chuva deu uma maneirada e resolvi correr pra casa.  No caminho acho que acabei viajando numas coisas que geralmente a gente não percebe na correria.
Vi os bares abertos e cheios. Os tios soltando varias risadas. As tias se equilibrando sobre as guias, saltando as poças d'água ao mesmo tempo em que tentavam manter o guarda chuva aberto.
Vi vários pontinhos de luz lá longe. Mais pra cima o que chamava a atenção era a aula de capoeira; pareciam se preparar para um ataque sorrateiro à noite pra tomar de volta o que lhes foi roubado (ah se fosse!).
As moças passavam com seus celulares ouvindo um tipo de música dançante. Elas gostavam dessa música, porém, a música parecia desprezá-las, parecia dizer que elas eram "coisas" e não pessoas.
Vi ainda vários malucos voando em suas motos, outros nas esquinas, na "função". Parecia vantajoso pra alguém. Alguém muito longe dali.
Apertei o passo pra evitar a chuvinha. A cada esquina umas dezenas de pessoas (jovens, crianças, velhos) chamavam por um "Senhor" que parecia longe devido a altura dos gritos. Pareciam felizes. Pareciam.
Em meio a tudo isso, na minha mente, vinham imagens do Sarau na noite anterior. Do que nós conseguimos somar dentro desse contexto periférico. Não é nem querendo ser dramatico, idealista, muito menos poético. O fato é que, tudo que estamos fazendo, por menor que pareça ser, faz uma diferença na vida do bairro e na vida dos que lá vivem. Não sei se ficou claro, mas eu senti hoje que vale a pena lutar contra esse monstro e se caso não consigamos vencê-lo, ao menos não fomos cumplices dos tiranos. Por mais que desanime (tem hora que é osso mesmo) a gente lembra que em algum barraco, casa, escola ou qualquer outro canto da quebrada, tem alguém escrevendo um manifesto sem saber, tem alguém ouvindo um rap, tem alguém se ligando que já faz parte dessa resistência.
Pô, a parada é muito difícil, mas se é isso que tá aí, demorô. Vamo que vamo!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ó abre alas! sarau em homenagem a Chiquinha Gonzaga


ó abre alas que eu quero passar, eu sou da lira não posso negar…

chiquinha
clique na imagem para ampliar

O sarau que aconteceria no dia 18 de fevereiro, seguindo nossa tradição de ser todo 3º sábado do mês acontecerá no dia 25 de fevereiro, pois devido o carnaval a Casa não abriu no dia 18. Porém, também devido o carnaval, iremos homenagear a grande compositora Chiquinha Gonzaga, mulher que lutou contra preconceitos, defendeu a música brasileira sendo a pioneira na composição de músicas carnavalescas, primeira maestrina, primeira pianista de choro, introdutora da música popular nos salões elegantes, fundadora da primeira sociedade protetora dos direitos autorais.

Esperamos todos esse sábado

25 de fevereiro à partir das 18 horas
Local: Av. Barão de Alagoas, nº340

http://oquedizemosumbigos.blogspot.com

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sofre liberdade


"Vós estais em uma correnteza
Vós estais em uma corrente
Porém vives livre
Por entre águas turbulentas
e ventos desconhecidos
Há uma esperança ardente
de alcançar a imensidão do mar"

Julia Caggiano de Mello 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quilombolas sofrem ameaças em todo o país

Foto: Jorge Washington
A expulsão dos agricultores do território quilombola do rio do Macaco, entre os municípios de Salvador e Simões Filho, prevista para ocorrer no próximo dia 4 de março, será uma derrota para as comunidades quilombolas do Brasil e representará um retrocesso em toda a política para quilombos. Este foi o tom de vários discursos pronunciados na noite de segunda-feira passada (6), durante o “Ato de apoio à comunidade quilombola rio dos Macacos”, que lotou a Sala Principal do Teatro Vila Velha, apesar da greve dos policiais militares.
“Vivemos uma conjuntura nacional extremamente difícil para as comunidades quilombolas”, acentuou o deputado federal Luis Alberto (PT) para a platéia formada por quase 100 quilombolas e dezenas de representantes de entidades dos movimentos negros e outras organizações civis. Ele disse que há uma articulação ativa da bancada ruralista no Congresso Nacional contra os interesses dos quilombolas; e que tramitam na Câmara dos Deputados um projeto de emenda à Constituição Federal (CF) que pretende avocar para o poder legislativo a regularização das terras quilombolas – hoje à cargo da Fundação Palmares e do Incra – e outros projetos que pretendem anular todos os decretos em favor dos quilombos.
O representante da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR), Pedro Diamantino explicou que o artigo 68 das disposições transitórias da CF garante “aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras” a propriedade definitiva, porém este artigo até hoje não foi regulamentado, o que gera instabilidade jurídica. A demarcação de terras quilombolas atualmente está lastreada no decreto federal 4887/2003, que é um instrumento jurídico insuficiente para garantir a posse definitiva da terra. O cerco aos quilombolas, contudo, vai além das medidas no âmbito legal e legislativo, na medida em que o agronegócio e demais proprietários de terras estimulam ameaças e patrocinam mortes de lideranças em todo o país.
“Os ruralistas não aceitam a demarcação de terras quilombolas e o Incra não tem instrumentos para a operar adequadamente a política. A batalha é dura e precisamos de muitos aliados”, reiterou o deputado Luiz Alberto.
As lideranças do quilombo rio do Macaco presentes ao evento fizeram relatos terríveis da violência com que são tratados pela Marinha do Brasil, que atinge crianças, adultos homens e mulheres e idosos, inclusive contra pessoas com mais de 100 anos de idade que nasceram e sempre viveram nas terras reivindicada pela força armada. Os quilombolas relataram que não tem acesso à água, energia elétrica, aos serviços de saúde e à escola. A marinha proibiu também os agricultores de plantarem roças e reprimiu até mesmo a prática religiosa e cultural da comunidade, destruindo quatro terreiros de candomblé.
“O mundo precisa saber que somos tratados como animais. Estamos pedindo socorro, precisamos da ajuda de vocês”, conclamou a quilombola dona Olinda.

leia mais: http://blogbahianarede.wordpress.com/2012/02/09/quilombolas-sofrem-ameacas-em-todo-o-pais/#more-3403