quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Expedição ao Território Kaiowá Guarani–Apoiem

Essa expedição irá colher provas contra a violência causada aos indígenas Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul, e também pesquisará o solo e o território para provar a degradação da natureza causada pela agropecuária. Para saber mais sobre o projeto e apoiá-lo, clique no link acima, precisamos da colaboração de todos.

1 comentários:

Anônimo disse...

Por que os Kaiwoá não podem fazer as próprias denúncias? Precisariam da assessoria dos Iluminados especuladores do Turismo Pró-Ativo (TP, conhecido como Tribo dos Picaretas em outros sítios) para detectar seus problemas e apontar os crimes cometidos?

As famílias indígenas da comunidade supracitada não seriam atores políticos capazes de produzir – com assessoria do TP, se fosse o caso da Boa-Fé – o seu próprio relatório sobre as violências? Quem melhor do que o Povo Kaiowá para indicar onde e como o cacique Nísio morreu? Quem seriam mais indicados para definir quem seriam os profissionais a participarem da investigação e de que forma seriam gastos os 36 mil reais, senão os próprios índios?

Não seria típica essa usurpação do protagonismo vinda de uma organização – Turismo Picareta – que, não conseguindo TUTELAR a fala dos indígenas autênticos e de seus apoiadores – deu aval a descendentes de árabes, judeus e italianos para que assumissem “identidade indígena”? Não seria uma credencial de MÁ-FÉ que o TP não se importasse que esses indivíduos assumissem etnias inexistentes ou extintas, como os Puri (assim como não importando os meios da “conquista da indianidade” – passando da falsidade ideológica ao matrimônio interessado), permitindo que esses sujeitos passassem a falar por outrem, em nome das populações indígenas do Brasil – trazendo pautas e agendas, que, na maioria das vezes, em nada dizia respeito aos Povos Indígenas.

Usurpar a voz dos Povos Indígenas não seria tão criminoso quanto negá-la?

A usurpação da representação não seria o jogo que o Conselho Indigenista Missionário faz há décadas, com a CNBB (Igreja Católica Apostólica Romana) colocando “lideranças” e etnias amestradas para representar os Povos Indígenas e protagonizar as falas, em detrimento das lideranças originárias de base? Akiaboro, garoto propaganda de Lula e Carlos Minc, no lugar de Raoni Metuktire?

Seria o TP o CIMI dos anos 2020/2030, os seus dirigentes os novos Maldos e Carvalhos, plantando mais uma vez as patas sujas da impostura e da vilania a serviço do capital transnacional no Palácio do Planalto?

Os 36 mil reais não seriam mais úteis em cestas básicas ou apoio à Saúde Indígena em Dourados do que bancando a cervejinha e o frango a passarinho dos índios de araque – mamelucos – e demais vagabundos reformistas de SP, apoiados pelo CIMI e o PSOL, como não podia deixar de ser, sempre fazendo auto-promoção às custas das Tragédias étnicas, comunais e familiares alheias? Capitalizar Mortes não seria tão vil quanto Ceifar Vidas, não seria cobrir de escárnio vidas vividas com tanta luta e tanta verdade?

Por que não pedem os 36 mil aos deputados traidores dos Povos Indígenas e apoiadores do Código da Agroindústria a quem assediaram no ano de 2010? Por que não pedem ao amigo deputado da Baixada Fluminense, por que não pedem ao Senador de Dilma que quer acabar com o que resta da FUNAI?

Qual é o sabor do frango a passarinho pago com o capital simbólico do assassinato de outrem, das dores e tragédias inomináveis de uma família; como é a ressaca de um chopp pago com capital político – lutas e dores de toda uma vida – de terceiros? Qual o preço de se lucrar com a Injustiça? Qual é o preço de se apoiar traidores dos Povos Indígenas e dos companheiros?

É remunerada a militância voluntária dos especuladores de crimes contra a humanidade e neutralizadores de lutas autênticas do TP?


É escárnio com expedicionários de fato, que desbravaram o Brasil nos séculos XIX e XX, arriscando as suas vidas e atravessando vastos territórios, outrora hostis, cobrindo à pé, de canoa e à cavalo os biomas Amazônico, Pantaneiro e de Cerrado, tendo passado fome e todo tipo de percalços, batizar de “expedição” uma viagem com saídas diárias e refrigeradas da Rodoviária Barra Funda pela Viação Motta (SP-Dourados, 011-5531-7628), tendo dezenas de bares, restaurantes, hotéis e puteiros no destino final.

Precisa-se de 36 mil reais para “denunciar as perseguições e as mortes dos professores indígenas” ? Povos Indígenas são Idiotas? Militantes são imbecis?