quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pelo pão


Assalariado, empregado, subordinado 

Dinheiro suado, gasto a prestação 
Sorriso no rosto, chego cedo, trabalho duro 
Assim, agrado o patrão 
O trabalho dignifica o homem, diz o ditado 
Porém, não faz ser um indivíduo 
Sou apenas mais um na multidão 
Cada ser possui uma essência 
Que na rotina, correria do dia-a-dia 
Torna-se ausente, quase inexistente 
Às vezes me vem à lucidez, e a angústia me invade 
Meus sonhos, meus planos por onde vão? 
Perdendo-se pelo caminho... 
Nossa que horas são? Preciso pegar a lotação... 
Assalariado, empregado, desmoralizado, desconexo, disperso 
Perdidos entre o sonho e a escravidão 
De uma vida aprisionada em um apanhado de horas 
Que são trocadas pelo pão.


NAM

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